sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Exercícios práticos para o desenvolvimento da velocidade







A chave para toda a actividade muscular é o recrutamento dos músculos apropriados no tempo devido.

Exercícios A

Pontapé ás nádegas:

Comece com um movimento lento, mantendo o tornozelo dorsiflexionado, a seguir puxe rapidamente o calcanhar até à nádega, dobrando o pé e esforçando-se para manter a coxa paralela ao solo. A ênfase está em manter a dorsiflexão e levar o pé até à nádega, em seguida passa o joelho para a frente e volta para solo o mais rápido possível.

Pernas rápidas:

Este exercício é realizado com uma perna de cada vez ao estar estacionária. Ao estar nos dedos do pé de um pé, o outro pé é levantado de modo que a coxa esteja paralela ao solo. Com o pé dorsiflexionado, a coxa é dirigida para baixo rapidamente à posição vertical. A perna fica o mais esticada possível e o pé mal contacta como solo numa acção de empurrar para trás. Num movimento rápido e contínuo, o pé é recuperado à posição paralela da coxa. Deve haver uma pausa ligeira entre ciclos rápidos do movimento.

Joelhos elevados:

Este exercício é aprendido começando com uma caminhada ou " marcha ", então progredindo numa acção saltada e em seguida ao movimento. É designado para melhorar a acção das pernas. Ao andar todos os dedos do pé, o calcanhar e o joelho, são levantados do solo numa só acção. Os gémeos são dobrados de encontro aos posteriores com a coxa paralela ao solo. O pé é trazido e passado para a frente do joelho, dirigido e puxado para trás até ao solo.

Exercícios B

O exercício " B " será iniciado somente depois do exercício " A " ter sido completamente aprendido. Este exercício ajudará a desenvolver a percepção de ter uma velocidade negativa do pé. “time-out” a diferença preliminar entre " a " e " b " é que em " b " a perna é dirija para trás e para o solo mais rápido do que foi para as nádegas.

Pernas esticadas:

Neste exercício as pernas têm que se manter esticadas. Os joelhos não se podem dobrar. Para começar, deve haver uma ligeira inclinação para a frente com os ombros à frente da bacia. Manter o pé dorsiflexionado e as pernas esticadas, o pé deve ser balançado para a frente e então rapidamente ser retornado ao solo. A bacia deverá ser propelida para a frente enquanto o pé puxa o solo para trás. Uma vez que a acção de andar é dominada, o atleta deve prosseguir com uma acção limitada das pernas. Limitar permitirá o desenvolvimento de maiores forças negativas do pé em cada contacto com o solo.

Perna em círculo rápido:

Este exercício é feito com uma perna de cada vez ao movimentar-se lentamente. A velocidade para a frente não tem importância, mas a velocidade das pernas nos exercícios é crítica. Simplesmente, ao movimentar-se, mova uma perna rapidamente através de um círculo completo e volte para o solo.

A acção da perna é a mesma que no " pontapé ás nádegas ", vindo até ás nádegas, passa o pé para a frente do joelho e volta para o solo num movimento muito rápido. Comece a fazer apenas um círculo com uma perna, faça algumas passadas e volte a fazer o mesmo com a outra perna. Após ter aprendido este movimento, progrida até que consiga fazer quatro vezes seguidas com uma perna ao manter um movimento lento com a outra perna.

in:Atletas.Net

Campanha “Desporto Saudável”

O QUE NECESSITO SABER SOBRE A LUTA CONTRA A DOPAGEM NO DESPORTO



A Luta contra a Dopagem no Desporto representa um pilar fundamental na preservação de determinados valores que nos habituámos a ver ligados com o desporto.
Para que o desporto continue a ser considerado como uma escola de virtudes, onde aqueles que o praticam procurem a obtenção do mais alto nível de bem-estar físico, psíquico e social, torna-se necessária uma atitude intransigente dos Governos de todo o Mundo e do Movimento Desportivo no tocante ao combate a este flagelo.
A recente criação da Agência Mundial Antidopagem (AMA), fundação de direito privado que conta com um número igual de representantes do Poder Público (Governos) e do Movimento Desportivo (Comité Olímpico e Paraolímpico Internacionais e Federações Desportivas Internacionais), e a preparação no âmbito da UNESCO de uma Convenção Internacional contra a Dopagem no Desporto, demonstram o esforço que a sociedade actual a nível mundial está a realizar neste domínio.
A grande maioria das pessoas associa a utilização de substâncias dopantes ao desporto de alta competição, no entanto, o âmbito de utilização destas substâncias é muito mais alargado atingindo os utentes de ginásios de musculação, os jovens em idade escolar ou até mesmo pessoas que não estão envolvidas directamente em qualquer tipo de prática desportiva.
As razões que levam a que as pessoas utilizem este tipo de substâncias são muito variadas, dependendo dos objectivos que cada um procura atingir com a sua utilização. Os atletas de competição e alguns jovens em idade escolar procuram nestas substâncias uma forma de melhorarem o seu rendimento desportivo, cedendo às pressões de uma sociedade que exige prestações desportivas cada vez mais elevadas. Os utentes de ginásios e alguns jovens utilizam estas substâncias com o objectivo de melhorarem a sua imagem corporal, tentando dar resposta a uma sociedade onde a imagem exterior é sobrevalorizada em relação ao aspecto interior. Os cidadãos em geral procuram, através da utilização destas substâncias, melhorar o seu rendimento a nível profissional ou mesmo a nível social, pois a sociedade actual é cada vez mais competitiva e exige que se faça quase tudo depressa e bem.
O processo educativo dos jovens na idade escolar deverá incluir obrigatoriamente o tratamento da problemática da dopagem, pois a utilização crescente deste tipo de substâncias nos últimos anos, principalmente nos Países mais desenvolvidos, é considerada nos dias de hoje um problema de Saúde Pública.
Se queres ser um jovem bem informado e preparado para vencer e ultrapassar os obstáculos que vais ter que ultrapassar ao longo da tua vida, deverás por isso adquirir mais conhecimentos sobre a utilização destas substâncias e colaborar na Luta contra a Dopagem.

1. O QUE DEVES SABER SOBRE A DEFINIÇÃO DE DOPAGEM

Desde a altura em que os organismos internacionais interessados (Comité Olímpico Internacional e Conselho da Europa) e Agência Mundial Antidopagem se começaram a preocupar com a problemática da Dopagem que se tem procurado definir com exactidão o seu conceito.
Em 1967, o Conselho da Europa definiu Dopagem como a aplicação a um indivíduo saudável, ou uso por parte desse indivíduo de substâncias fisiológicas ou não, em quantidades consideráveis, com o único objectivo de artificialmente e deslealmente influenciar a sua prestação numa competição.
O Decreto-Lei nº. 183/97, que legisla o Combate à Dopagem no Desporto no nosso País, refere que por Dopagem entende-se a administração aos praticantes desportivos ou o uso por estes de classes farmacológicas de substâncias ou de métodos constantes das listas aprovadas pelas Organizações Desportivas Nacionais ou Internacionais competentes.
Em 2003 A Agência Mundial Anti-dopagem publicou o Código Mundial Anti-dopagem que define os critérios para que uma substância ou um método possa ser considerado como dopante, sendo necessário que pelo menos dois dos seguintes critérios estejam presentes:
• Tem potencial para melhorar ou melhora efectivamente o rendimento desportivo
• Constitui um risco para a saúde do atleta
• A sua utilização viola o espírito desportivo
No entanto, o Código Mundial Anti-dopagem considera como infracções de dopagem a ocorrência de múltiplas situações para além da presença de uma substância dopante no organismo de um atleta. Desse modo, são consideradas como infracções de dopagem, entre outras, o tráfico de substâncias dopantes pelo atleta ou pelo seu pessoal de apoio, a tentativa de utilização de substâncias ou métodos dopantes e falhas nas informações relativas aos locais de treino do atleta.
A maioria das Federações Desportivas Internacionais adopta a lista de substâncias e métodos proibidos da Agência Mundial Anti-dopagem. Esta lista é regularmente actualizada pela AMA, à medida que vão aparecendo novas substâncias e métodos dopantes na actividade desportiva.

2. COMO SE DESENVOLVE A LUTA CONTRA A DOPAGEM NO DESPORTO?

A luta contra a dopagem no Desporto tem três vertentes essenciais:

A • A DO CONTROLO DE DOPAGEM
B • A EDUCACIONAL
C • A INVESTIGACIONAL

A. A VERTENTE DO CONTROLO DE DOPAGEM

O programa do controlo de dopagem, implementado em cada modalidade, depende de diversos factores: calendário competitivo, regime de treino, tipo de actividade e predisposição para a utilização de substâncias dopantes. O Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), organismo que em Portugal tem a responsabilidade de definir o programa de Luta contra a Dopagem, em colaboração com as Federações, estabelece anualmente o Plano Nacional de Anti-dopagem tanto em competição como fora de competição. Para além disso, qualquer agente desportivo tem o dever, perante a lei, de informar a sua Federação de qualquer suspeita de dopagem. Esta informará o CNAD, que tomará as medidas adequadas para clarificar a situação. O CNAD pode, sempre que quiser, realizar controlos de dopagem por sua iniciativa própria e sem o conhecimento prévio da Federação Desportiva em causa.
Os atletas de mais alto nível competitivo (atletas com estatuto de alta competição, das selecções Nacionais, entre outros), principalmente aqueles que se preparam para grandes competições internacionais, têm geralmente programas específicos de controlo de dopagem.

Controlo em competição

Este tipo de controlo é efectuado para a detecção de substâncias proibidas incluídas nas listas das respectivas Federações.
A selecção dos atletas que serão sujeitos ao controlo varia de Federação para Federação e pode ser por sorteio, por classificação na competição ou por um sistema misto. O médico das brigadas de controlo de dopagem do CNAD tem autoridade para seleccionar para o controlo, qualquer atleta que apresente na competição indícios de estar sob o efeito de substâncias dopantes (agressividade excessiva, sinais físicos denunciadores, etc.).
Algumas Federações Desportivas só sancionam os recordes nacionais, continentais ou mundiais após a realização de um controlo de dopagem aos recordistas, nas 24 horas subsequentes à obtenção dos mesmos.

Controlo fora de competição

A utilização de agentes anabolizantes e de hormonas fez com que houvesse necessidade de se realizarem controlos de dopagem fora de competição, isto é durante o treino dos atletas.
Qualquer atleta federado poderá ser controlado fora da competição, bastando para isso que seja notificado no seu local de treino por um médico das brigadas de controlo de dopagem, devidamente identificado. As Federações deverão possuir e fornecer ao CNAD uma base de dados com a morada e os locais de treino dos seus principais atletas, assim como um registo das suas deslocações ao estrangeiro, para realização de estágios.
A selecção dos atletas a controlar é realizada pelo CNAD com ou sem conhecimento prévio da respectiva Federação Desportiva.
O CNAD criou um “software aplicacional”, denominado “Pisco”, onde são lançados anualmente os calendários dos jogos das modalidades colectivas e todos os atletas que estão abrangidos pelo regime de alta competição. Este programa permite ao CNAD fazer sorteios para controlos de dopagem, tanto em competição como fora de competição.

B. A VERTENTE EDUCACIONAL

A educação dos agentes desportivos em relação à problemática da dopagem deverá incidir sobre a divulgação dos malefícios orgânicos que podem resultar da ingestão de substâncias dopantes e no facto de a dopagem representar um acto de deslealdade e batota. A dopagem é assim eticamente reprovável, fazendo com que os atletas se apresentem em competição em situação de desigualdade.
As campanhas de educação deverão ser específicas em relação aos grupos alvo que queremos atingir. Desse modo as estratégias a implementar numa campanha educativa nos atletas de alta competição deverão ser diferentes das utilizadas numa campanha a nível da população escolar.
A informação que estás neste momento a ler insere-se numa campanha educativa contra a dopagem no desporto, que está neste momento a ser implementada na tua Escola.

C. A VERTENTE INVESTIGACIONAL

A Comissão Médica do Comité Olímpico Internacional premeia e apoia anualmente, trabalhos de investigação que visem a implementação de medidas visando a luta contra a dopagem no Desporto. Esses trabalhos procuram atingir os seguintes objectivos:
• Optimização do rendimento desportivo por métodos fisiológicos ( estudos sobre biomecânica, sobre nutrição, sobre metodologia de treino, entre outros).
• Despiste dos factores sociológicos envolvidos na problemática da dopagem no Desporto (estudos sobre os factores que conduzem à utilização de substâncias dopantes e sobre a imagem corporal, entre outros).
• A Agência Mundial Antidopagem, através da sua Comissão de Saúde, Medicina e Investigação subsidia anualmente, e de igual modo, a realização de diversos estudos científicos no âmbito, principalmente, de novas tecnologias de detecção de substâncias dopantes.

3. QUE SANÇÕES PODEM RESULTAR DE UM CASO DE DOPAGEM POSITIVO?

Os praticantes que tenham um controlo de dopagem positivo poderão ser punidos com uma suspensão da actividade desportiva, que pode ir de 2 anos, para uma primeira infracção, a uma suspensão vitalícia para uma segunda infracção.
O Código Mundial Antidopagem prevê penas inferiores a dois anos para casos específicos em que diversos factores poderão ser considerados como atenuantes (ausência de culpa ou negligência, tipo de substância proibida, idade do atleta, entre outros).
Os praticantes desportivos que sejam abrangidos pelo regime de alta competição poderão ainda ser punidos com uma suspensão da integração no regime de alta competição pelo prazo de dois anos ou enquanto durar a sanção aplicada, na primeira infracção, ou cancelamento definitivo da integração no regime de alta competição, na segunda infracção.
Todos os agentes desportivos que colaborem em estratégias de dopagem podem ser co-responsabilizados. A co-responsabilidade dos agentes desportivos pode ser punida com multas que podem ir de 1000 a 3.750 euros e com prisão que pode ir até 2 anos.

4. COMO É CONSTITUÍDA A LISTA DE SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS DA AGÊNCIA MUNDIAL ANTI-DOPAGEM?

A lista de substâncias e métodos proibidos da AMA para controlos realizados durante a competição, tem a seguinte constituição:

SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS:

Estimulantes por ex. anfetaminas, bromatan, cocaína, e substâncias similares
Narcóticos por ex. heroína, morfina, e petidina
Canabinóides por ex. haxixe e marijuana
Agentes anabolisantes por ex. nandrolona, estanazonol, testosterona, clembuterol e substâncias similares:
Hormonas Peptídicas por ex. hormona do crescimento, corticotrofina, gonadotrofina coriónica, eritropoietina (EPO), insulina, incluindo substâncias similares
Beta-2 Agonistas Todos os Beta-2 Agonistas excepto o formoterol, salbutamol, salmeterol e a terbutalina por via inalatória. A utilização requer uma notificação ao CNAD
Agentes com actividade anti-estrógénica por ex. inibidores da aromatase, clomifeno, ciclofenilo e tamoxifeno
Agentes mascarantes por ex. diuréticos, epitestosterona, probenecid e expansores do plasma
Glucocorticosteróides São proibidos por via oral, rectal ou por injecção intravenosa ou intramuscular. Todas as outras vias de administração requerem uma notificação ao CNAD.

MÉTODOS PROIBIDOS:

Incremento do transporte de oxigénio por ex. dopagem sanguínea e produtos com capacidade para aumentar a captação, o transporte e a libertação de oxigénio
Manipulação Farmacológica, Química e Física por ex. agentes mascarantes, cateterização, substituição e/ou alteração da urina
Dopagem Genética Dopagem genética ou celular é definida como o uso não terapêutico de genes, elementos genéticos e/ou células que tenham capacidade para aumentar o rendimento desportivo.
Substâncias proibidas em alguns desportos em particular:
Alcool
Beta-Bloqueantes por ex. atenonol, acebutolol, propanolol e substâncias similares
Diuréticos por ex. furosemida, hidroclorotiazida, triamtereno e substâncias similares
Nota Nos controlos fora de competição a lista de substâncias e métodos proibidos é mais limitada, não englobando a totalidade das substâncias e métodos proibidos durante a competição.

5. O QUE DEVES SABER:
SOBRE ESTIMULANTES

O que são?
Os estimulantes são substâncias que têm um efeito directo sobre o Sistema Nervoso Central, porque aumentam a estimulação do sistema cardiovascular e do metabolismo orgânico em geral. Os estimulantes mais disseminados no desporto são: anfetaminas, cocaína e efedrina.

Porque são usados pelos atletas?

Os estimulantes são usados para conseguir os mesmos efeitos da adrenalina, substância que é produzida naturalmente pelo organismo. Podem produzir excitação, melhorar os reflexos e a capacidade de concentração e aumentar a agressividade. Podem ainda aumentar a capacidade de tolerância ao esforço físico e diminuir o limiar da dor.

Efeitos secundários potencialmente nefastos

Os estimulantes são responsáveis pela morte de alguns atletas. Se um atleta tem de competir em condições desfavoráveis, por exemplo durante longos períodos de tempo, com temperaturas e taxas de humidade elevadas, a temperatura corporal sobe facilmente. Devido aos estimulantes torna-se difícil ao organismo desencadear o processo de refrigeração. Assim o coração e outros órgãos, como o fígado e rins, entram em sofrimento podendo este facto causar a morte.
O aumento da agressividade pode conduzir a atitudes agressivas em relação aos adversários nos desportos de contacto.

Outros efeitos secundários
• Falta de apetite
• Náuseas e vómitos
• Perda de peso
• Insónias
• Cefaleias (dores de cabeça)
• Diminuição da sensação de fadiga, o que leva à-exaustão
• Euforia
• Alucinações/tremor
• Agitação
• Hipertensão arterial
• Palpitações e arritmias cardíacas
• Diminuação da coordenação motora e sentido crítico
• Aumento da temperatura corporal
• Dependência física e psíquica (habituação)

SOBRE NARCÓTICOS

O que são?
Os analgésicos narcóticos proibidos no Desporto estão representados pela morfina e compostos químicos e farmacológicos similares. São derivados do ópio que por sua vez se extrai da papoila (papaver somniferum). Actuam ao nível do sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor.
Porque são utilizados pelos atletas?
Podem ser tomados para mascarar a sensação de dor.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
O uso de narcóticos pode ser um problema de saúde pública. A ausência ou a diminuição da sensação dolorosa pode levar a que um atleta menospreze uma lesão potencialmente perigosa, levando ao seu agravamento.
Outros efeitos secundários
• Perda de equilíbrio e da coordenação
• Náuseas e vómitos
• Obstipação (prisão de ventre)
• Insónia e depressão
• Diminuição da capacidade de concentração
• Diminuição da frequência cardíaca
• Diminuição do ritmo respiratório com risco de paragem respiratória
• Dependência física e psíquica (habituação)

SOBRE OS CANABINÓIDES

O que são?
A marijuana e o haxixe são derivados de uma planta indiana, Canabis Sativa. Já foram identificados mais de 400 compostos nesta planta, dos quais 61 pertencem ao grupo de canabinóides. O termo marijuana é usado para preparados derivados das folhas secas, sementes e por vezes flores da planta. O haxixe extrai-se da resina ou de parte da planta em floração.
Porque são usados pelos atletas?
A marijuana ou o haxixe podem ser tomadas como forma de relaxar antes de uma competição, diminuindo a ansiedade pré-competitiva ou para melhorar o estado de prontidão em desportos de risco. Uma utilização repetida e habitual conduz ao desinteresse, à desmotivação, à diminuição da atenção e da concentração e à letargia. Os canabinóides provocam uma diminuição da imunidade originando uma maior predisposição às doenças infecciosas.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
Não existem dúvidas que o seu uso prolongado é prejudicial para a saúde do atleta a vários níveis, incluindo ao nível cardíaco, pulmonar e do sistema nervoso central. Por outro lado, a marijuana pode ter efeitos graves ao nível do aparelho sexual.

CORAÇÃO
• Aumenta a frequência cardíaca
PULMÕES
• Inflamação das mucosas (bronquites, faringites, rinites)
• Tumores malignos (cancro) motivados pelo fumo simultâneo de tabaco

SISTEMA NERVOSO CENTRAL
• Perda de memória
• Perda de equilíbrio e da capacidade de concentração
• Alucinações
• Dependência psíquica

APARELHO SEXUAL
• Alterações da ovulação
• Diminuição do número de espermatozóides e sua motilidade

SOBRE AGENTES ANABOLISANTES

A. ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

O que são?
Os esteróides anabolizantes são derivados de uma hormona masculina, a testosterona. O termo anabolizante significa que provoca a hipertrofia (aumento) tecidular, nomeadamente muscular. Podem ser tomadas por via oral ou por via injectável. Após a sua administração há um incremento da síntese de proteínas, nomeadamente ao nível dos genitais, dos ossos, da pele e do tecido muscular. Em Medicina estas substâncias são muitas vezes usadas para o tratamento de anemias, da osteoporose (diminuição da densidade dos ossos), de doenças do foro ginecológico ou nos distúrbios do crescimento.
Porque são utilizados pelos atletas?

Os esteróides anabolizantes são tomados (em grandes doses) por lançadores, halterofilistas e eventualmente por atletas de todo o tipo de desportos que envolvem força explosiva. São utilizados igualmente por pessoas que querem melhorar a sua aparência através da obtenção de um corpo mais musculado. Parecem ser responsáveis pelo aumento da massa muscular e da força, quando o indivíduo em questão faz um treino e uma nutrição adequados. Estas substâncias estimulam igualmente a agressividade.

Efeitos secundários potencialmente nefastos

Os efeitos secundários podem ser eventualmente graves, podendo dividi-los em gerais e em específicos do sexo masculino e do sexo feminino:

Efeitos secundários gerais

• Queda do cabelo
• Acne (borbulhas na pele)
• Lesões ao nível do sistema reprodutor, levando à infertilidade
• Diminuição do crescimento corporal quando utilizados por jovens em fase de crescimento (os jovens não atingem a estatura que lhes estava destinada geneticamente, por exemplo)
• Roturas tendinosas
• Hipertensão arterial
• Doenças cardiovasculares
• Doenças hepáticas (fígado)
• Aparecimento de tumores malignos (cancros) no fígado e próstata (entre outros).
• Hepatites B e C e Sida por contaminação a partir da partilha de agulhas utilizadas na administração por via injectável
• Aumento da agressividade
• Dependência psíquica

Efeitos secundários, específicos do sexo masculino

• Ginecomastia (desenvolvimento das glândulas mamárias)
• Atrofia testicular
• Diminuição da produção de hormona masculina (testosterona)
• Diminuição da produção de esperma
• Impotência sexual
Efeitos secundários específicos do sexo feminino
• Crescimento de pêlos em áreas próprias do sexo ---masculino (barba, por exemplo)
• Alteração da voz
• Diminuição do tamanho das glândulas mamárias
• Hipertrofia clitoriana
• Alterações do ciclo menstrual
• Morfologia corporal masculina (ombros largos e tronco muito desenvolvido).

SOBRE HORMONAS PEPTÍDICAS

O que são?
Este tipo de substâncias actua no organismo como mensageiros que levam à produção de outras hormonas endógenas, como a testosterona e os glucocorticosteróides. Aceleram o crescimento corporal e diminuem a sensação de dor. Como similares existem substâncias sintéticas que têm efeitos análogos às hormonas peptídicas. hCG, hGH, ACTH, EPO e insulina, pertencem a este grupo.
O abuso destas hormonas pelos atletas é de difícil detecção pois torna-se necessário realizar a destrinça entre a hormona produzida no organismo (endógena) e a administrada para se obterem efeitos dopantes (exógena).
Porque são usadas pelos atletas?

GONADOTROFINA CORIONICA HUMANA (HCG)

Esta hormona aumenta a produção de esteróides endógenos e tem um efeito semelhante à testosterona. O uso de HCG parece aumentar o volume e a potência muscular em atletas que fazem treino de força e têm uma nutrição adequada.
HORMONA DE CRESCIMENTO (HGH)
Esta hormona é responsável pelo crescimento do esqueleto, dos órgãos e dos músculos. O uso de HGH serve para aumentar a massa muscular sem incremento da massa gorda corporal. Os atletas ao usá-la correm riscos enormes.

CORTICOTROFINA (ACTH)

Esta hormona aumenta o nível endógeno de corticosteróides. Usa-se com a finalidade de melhoria da recuperação tecidular e por parecer ter um efeito estimulante a nível do sistema nervoso central. Se usada por períodos prolongados provoca enfraquecimento muscular acentuado.

ERITROPOIETINA (EPO)

Esta hormona aumenta o número de glóbulos vermelhos (eritrócitos) no sangue através de um incremento da sua produção pela medula óssea e desse modo aumenta a sua capacidade de transporte do oxigénio. É usada sobretudo em desportos de endurance. Como o aumento de glóbulos vermelhos aumenta também a viscosidade sanguínea, os atletas arriscam-se a sofrer embolias (doenças que são motivadas pela oclusão dos vasos sanguíneos por coágulos).

Efeitos secundários potencialmente nefastos
HCG

• Ginecomastia (aumento das glândulas mamárias nos homens)
• Alterações menstruais em mulheres
HGH
• Gigantismo quando utilizado por jovens
• Crescimento desmedido das mãos, pés e cara (acromegália)
• Diabetes
• Hipertensão arterial
• Insuficiência cardíaca
• Aumento da incidência de leucemias
• Crescimento de alguns órgãos internos, como o fígado
• Doenças articulares
ACTH
• Insónia
• Hipertensão arterial
• Diabetes
• Úlcera gástrica
• Perda de massa óssea
• Dificuldade de cicatrização das feridas
EPO
• Aumento da viscosidade do sangue
• Convulsões
• Hipertensão
• Enfarte do miocárdio
• Enfarte cerebral
• Embolia pulmonar
• Anemia crónica
• Morte súbita

SOBRE BETA-2 AGONISTAS

O que são?
Os beta-2 agonistas são medicamentos utilizados habitualmente no tratamento da asma e de outras doenças pulmonares.
Porque é que os atletas os utilizam?
Os atletas utilizam-nos de uma forma ilícita para obterem efeitos estimulantes e anabolizantes, obtendo deste modo um aumento da massa muscular.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
• Tremor
• Insónias
• Agitação
• Cefaleias
• Náuseas
• Cãibras
• Arritmias cardíacas
O que deves saber ainda
Alguns beta-2 agonistas podem ser utilizados por via inalatória pelos atletas asmáticos, desde que haja uma justificação terapêutica e as instâncias competentes sejam devidamente notificadas.

SOBRE DIURÉTICOS E OUTROS AGENTES MASCARANTES
O que são?
Os diuréticos são drogas que aumentam a produção e a excreção de urina. Em Medicina são usados como medicamentos para controlar a hipertensão arterial, diminuir edemas (inchaços) ou para combater a insuficiência cardíaca congestiva (doença originada pela falência do coração).
Os agentes mascarantes são utilizados para dissimular a presença de uma substância ou de método dopante.
Porque são utilizados pelos atletas?

Normalmente os diuréticos são utilizados por duas razões:

1ª Para reduzir rapidamente o peso corporal em desportos em que há categorias de pesos. O boxe, judo, halterofilismo e remo são exemplos destes desportos. No culturismo, os diuréticos são usados como forma de “secar” os músculos, que assim terão melhor aspecto.

2ª Como tentativa de aumentar a excreção urinária e assim eliminar mais rapidamente eventuais substâncias dopantes.

Efeitos secundários potencialmente nefastos

• Desidratação (diminuição da água corporal) que pode conduzir à morte
• Cãibras musculares
• Doenças renais
• Hipotensão ortostática (tonturas ao passar da posição de deitado à de pé)
• Alterações do ritmo cardíaco
• Perda acentuada de sais minerais
O que deves saber ainda
O uso de diuréticos está proibido no desporto. O seu uso não controlado pode ser extremamente perigoso. Têm-se registado mortes em atletas que tomando diuréticos tiveram problemas a nível cardíaco e renal. Para além disso, um atleta desidratado vê as suas capacidades diminuídas e arrisca-se a ter uma lesão.

SOBRE GLUCOCORTICOSTERÓIDES

O que são?
Os glucocorticosteróides são compostos sintéticos ou naturais relacionados com as hormonas produzidas no córtex das glândulas supra-renais. São usados com fins terapêuticos para suprimir a inflamação, a asma e a dor. Devido aos seus efeitos secundários, só devem ser administrados com vigilância médica.
Porque é que os atletas os utilizam?
Normalmente são usados como anti-inflamatórios ou analgésicos. Os atletas utilizam-nos de uma forma ilícita para facilitarem a recuperação após a actividade desportiva, mas também por estas substâncias provocarem um efeito de euforia
Efeitos secundários potencialmente nefastos
• Insónia
• Hipertensão arterial
• Doenças cardiovasculares
• Atraso na cicatrização das feridas
• Diabetes
• Azia
• Lesões musculares e tendinosas
• Osteoporose (diminuição da massa óssea) e risco de lesões ósseas.
• Predisposição para infecções
• Psicoses
• Agressividade
O que deves saber ainda
A administração de glucocorticosteróides é proibida por injecção sistémica, por via oral e por via rectal. A sua utilização está autorizada por todas as outras vias desde que haja uma justificação terapêutica e as instâncias competentes sejam devidamente notificadas.

SOBRE DOPAGEM SANGUÍNEA

O que é?
A dopagem sanguínea consiste na administração de sangue ou derivados a um atleta sem ser por motivos médicos. A administração pode ser autóloga (a extracção do sangue do próprio atleta, sua conservação e posterior reintrodução, dias antes de uma competição), ou homóloga (proveniente de dadores).

Porque é que os atletas a utilizam?
Está comprovado que a dopagem sanguínea pode aumentar a capacidade aeróbia dos atletas. Poderão ter interesse em desportos de endurance, como o atletismo de fundo, ciclismo e natação.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
• Embolia pulmonar ou cerebral
• Choque anafilático e outras reacções transfusionais, que poderão ser mortais
• Hepatites B e C e SIDA (quando é utilizado sangue proveniente de dadores - infectados)

SOBRE A MANIPULAÇÃO QUÍMICA E FÍSICA

O que é?
A manipulação química e física consiste no uso de substâncias ou métodos que interfiram com a integridade ou validade das amostras da urina obtidas em controlos antidopagem. A algaliação, a substituição da urina ou a sua adulteração são exemplos de manipulação.
Porque é utilizada pelos atletas?
Este tipo de procedimento tem em vista a não identificação nas urinas de substâncias dopantes. Assim, um atleta dopado pode tentar usar estes métodos para que a sua análise não dê positiva.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
Alguns dos métodos descritos podem ter efeitos secundários, altamente lesivos:

ALGALIAÇÃO

• Infecção urinária
• Inflamações do aparelho urinário
• Lesões da uretra (por algaliações mal realizadas)

SOBRE O ÁLCOOL

O que é?
O etanol ou álcool etílico é obtido através da fermentação do açúcar. Só é tóxico a partir de certa dosagem, sendo usado desde a antiguidade como bebida. O álcool deprime o sistema nervoso central. Após a sua ingestão, é rapidamente disseminado por todo o organismo, incluindo o cérebro.

Porque é utilizado pelos atletas?
Se ingerido em pequenas doses, reduz o tremor, melhora a sensação de auto-confiança e é relaxante. É usado em desportos em que é necessário estar calmo, como o bilhar, tiro com arco, tiro, entre outros.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
A ingestão de bebidas alcoólicas pode ter certos efeitos secundários, que dependem da quantidade ingerida:
• Habituação, com dependência física e psíquica
• Diminuição dos reflexos motores e da coordenação neuro-muscular
• Aumento de agressividade, o que pode ser lesivo para os adversários ou para os colegas do atleta
• Doenças mortais do fígado (cirrose) e coração (insuficiência cardíaca).
O que deves saber ainda
O uso de bebidas alcoólicas pode ser proibido em certos desportos.

SOBRE BETA-BLOQUEANTES

O que são?
Os beta-bloqueantes são um grupo farmacológico usado para tratar essencialmente a hipertensão arterial, a angina de peito, a enxaqueca e certas alterações do ritmo cardíaco.
Porque é que os atletas os utilizam?
Podem ser usados para diminuir a ansiedade competitiva, para controlar ou baixar o ritmo cardíaco e para diminuir o tremor. Os desportos que beneficiam com estas substâncias, por diminuírem e tremor e a ansiedade, são o tiro, o tiro com arco, o bilhar e os desportos motorizados, entre outros.
Efeitos secundários potencialmente nefastos
Têm efeito adverso em atletas que desenvolvem esforços prolongados, já que diminuem a capacidade de endurance.
Deve-se ainda referir que provocam:
• Insónias
• Hipotensão arterial
• Bradicárdia (ritmo cardíaco baixo)
• Falência cardíaca
• Depressão
• Impotência sexual
O que deves saber ainda
O seu uso está restringido no desporto. Devido ao seu uso indiscriminado em determinados desportos e pelo facto de existirem alternativas terapêuticas integram a lista de substâncias proibidas de algumas modalidades desportivas.



in:IDesporto

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Jogos Mundiais de Surf



Nas ondas da Costa da Caparica, em Almada, estarão presentes, de 11 a 19 de Outubro próximos, os melhores representantes de mais de três dezenas de países para disputar os Jogos Mundiais de Surf – Campeonato do Mundo de Nações.

A composição da selecção nacional – campeã em título – já foi apresentada e pode ser conhecida na íntegra em Federação Portuguesa de Surf



Nas modalidades de surf, bodyboard e longboard, entrarão em competição 300 desportistas em cinco diferentes categorias, naquele que é considerado o maior evento do género à escala mundial.

Para saber mais sobre o evento, visite o espaço da Associação Internacional de Surf


in:IDP

Campeonato do Mundo Seniores de Ginástica Acrobática


Terminada a competição mundial dos ginastas mais jovens, Glasgow, recebe a partir de amanhã, o campeonato do mundo seniores, de ginástica acrobática. A cidade escocesa já começou a receber as delegações, que durante 3 dias irão discutir os títulos mundiais. Portugal estará presente com apenas 2 ginastas, João Maia / Tiago Figueiredo, do Acro Clube da Maia.
Os ginastas João Maia e Tiago Figueiredo, chegaram a Glasgow na passada Segunda-feira e já treinam no Kelvin Hall Arena. O grupo de treinos de Portugal inclui as delegações da Bielorrúsia e Holanda, o que faz com que o praticável não esteja "congestionado", deixando mais espaço e mais tempo para os pares/grupos realizarem o treino com mais calma e maior à vontade. De acordo com o treinador do par masculino, Lourenço França, o primeiro treino foi "excelente e de grande qualidade". Quanto aos ginastas, "estão bastante bem" e certamente muito motivados, a poucas horas do início da competição.

Sobre os nossos ginastas:

João Maia


Data de Nascimento: 23/Jun/1987
Naturalidade: Porto
Estado Civil: Solteiro
Profissão: Estudante
Habilitações Literárias: 2º Ano de Medicina
Altura: 1,73 m
Peso: 79 kg
Signo: Caranguejo

Clube: Acro Clube da Maia
Treinadores: Lourenço França / Tânia Rodrigues / Tiago Maia
Especialidade: Par Masculino
Posição no Par/Grupo: Base
Nº Treinos Semanais: 6
Nº Horas de Treino Diárias: 3,5 horas


Resultados Nacionais de Maior Relevo

2003 - Campeão Nacional Júnior
2004 - Campeão Nacional Júnior A
2005 - Campeão Nacional Júnior A
2007 - Campeão Nacional Sénior A
2008 - Campeão Nacional Sénior A
2008 - Vencedor da Taça FPTDA

Resultados Internacionais de Maior Relevo

2003 - Flanders International Acro Cup (Bélgica) - 4º Lugar
2004 - Competição Internacional Grupos Idades (França) - 11º Lugar
2005 - Flanders International Acro Cup (Bélgica) - 2º Lugar
2005 - Campeonato Europa Juniores (Grécia) - 5º Lugar
2006 - SATBR (Ucrânia) - 3º Lugar
2006 - Taça do Mundo (Bélgica) - 1º Lugar
2006 - Campeonato do Mundo (Portugal) - 7º Lugar
2007 - Final da Taça do Mundo (Bélgica) - 2º Lugar
2007 - Campeonato da Europa (Holanda) - 4º Lugar
2008 - Taça do Mundo (França) - 5º Lugar


Tiago Figueiredo




Data de Nascimento: 3/Ago/1991
Naturalidade: Porto
Estado Civil: Solteiro
Profissão: Estudante
Habilitações Literárias: 11º Ano
Altura: 1,60 m
Peso: 57 kg
Signo: Leão

Clube: Acro Clube da Maia
Treinadores: Lourenço França / Tânia Rodrigues / Tiago Maia
Especialidade: Par Masculino
Posição no Par/Grupo: Volante
Nº Treinos Semanais: 6
Nº Horas de Treino Diárias: 3,5 horas


Resultados Nacionais de Maior Relevo

2002 - Campeão Nacional Júnior 3ª Categoria
2003 - Campeão Nacional Júnior 2ª Categoria
2004 - Campeão Nacional Júnior A
2005 - Campeão Nacional Júnior A
2007 - Campeão Nacional Sénior A
2008 - Campeão Nacional Sénior A
2008 - Vencedor da Taça FPTDA


Resultados Internacionais de Maior Relevo

2003 - Flanders International Acro Cup (Bélgica) - 1º Lugar
2004 - Flanders International Acro Cup (Bélgica) - 3º Lugar
2004 - Competição Internacional Grupos Idades (França) - 4º Lugar
2005 - Flanders International Acro Cup (Bélgica) - 2º Lugar
2005 - Campeonato Europa Juniores (Grécia) - 5º Lugar
2006 - SATBR (Ucrânia) - 3º Lugar
2006 - Taça do Mundo (Bélgica) - 1º Lugar
2006 - Campeonato do Mundo (Portugal) - 7º Lugar
2007 - Final da Taça do Mundo (Bélgica) - 2º Lugar
2007 - Campeonato da Europa (Holanda) - 4º Lugar
2008 - Taça do Mundo (França) - 5º Lugar


in:INFOGinástica.net

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Educação Física : cada vez mais!



Daniel Sampaio

No meu tempo do velho liceu normal de Pedro Nunes os professores de Educação Física eram quase sempre gente acéfala, disponíveis para exigir uns saltos de plinto e umas corridas à volta do ginásio, sem qualquer critério ou exigência de qualidade. Os mais hábeis fisicamente cumpriam o ritual com gosto, os mais desajeitados arrastavam penosamente os rabos pesados em exercícios inacessíveis, incitados por berros críticos dos mestres e piadas rasteiras dos colegas. Nos balneários, a água gelada dificultava o banho de muitos e a timidez de alguns era notada, quando tirávamos a roupa de ginástica e regressávamos ao nosso traje habitual. Não tenho memória de algum colega especialmente dotado para a prática desportiva, porventura descoberto naquelas insípidas aulas. Lembro um professor arrogante, conhecido pelas repetidas pancadas com os nós dos dedos sobre as nossas cabeças indefesas e que por isso recebeu a alcunha de ‘Sargento dos carolos”, recordo outro senhor estranhamente barrigudo para a sua especialidade e que se limitava a utilizar criteriosamente o apito para ritmar uns exercícios sem sentido, não esqueço ainda outro docente de Educação Física que falava connosco e de certa forma atenuava o discurso culpabilizante sobre o nosso corpo, que o Padre de Religião e Moral semanalmente debitava sem cessar.
Quando os meus filhos andaram nas suas Escolas Básicas e Secundárias notei grandes melhorias. Os professores de Educação Física conheciam os alunos individualmente e preocupavam se com coisas importantes, como a coordenação psico-motora, a lateralidade e a noção de imagem corporal. Sobretudo, verificavam a integração do aluno no grupo juvenil, promoviam torneios que ajudavam a que muitos alunos não deixassem de vez outras disciplinas sem sentido para muitos jovens actuais. Um dos meus filhos estava um pouco perplexo com uns gritos que o professor de Educação Física soltava qualquer coisa como “Iaaanebaa”! no intervalo dos exercícios. Com uma pressa pouco habitual para a época e infelizmente normal em muitos pais de hoje, fui lá perguntar o que aquilo queria dizer. ‘Uns simples gritos de incitamento, caro senhor. Reparei que os entusiasmava assim. Olhe, já agora, treine o seu filho a agarrar mais rapidamente uma bola. Pode ajuda-lo a estar mais à vontade consigo próprio. Não acha que isso é importante na idade dele?” Foi uma boa lição para mim e uma aprendizagem importante para o meu filho.
Nos múltiplos contactos que tenho nas escolas, passei a ouvir, com redobrada atenção, tudo o que os Professores de Educação Física têm para dizer. Conheci muitas situações em que a sua não intervenção levou a que muitos jovens abandonassem precocemente a escola, ou prolongassem perigosamente a experimentação de álcool e drogas. Quando escrevi o meu livro Voltei à escola, trabalhei com estagiários de Educação Física que foram dos docentes mais activos na promoção de novos projectos de integração de alunos-problema. Com um professor de Educação Física aprendi como tinha sido importante colocar um aluno turbulento e de maus resultados académicos a arbitrar um jogo de futebol, até esse momento em parte desorganizado pela sua inquietação e ausência de regras. Alguns docentes de Educação Física orgulham-se hoje de ter transformado rapazes e raparigas problemáticos em atletas de alta competição. Acima de tudo, sei bem que os novos professores desta disciplina compreendem como o corpo é quase sagrado na adolescência. Amado ou odiado, o corpo é objecto de uma permanente atenção por parte dos jovens de hoje. As transformações corporais que caracterizam a puberdade, o culto do corpo incentivado pela publicidade, as identificações com heróis do cinema e do desporto, a influência dos modelos a exibirem colecções dos estilistas, fornecem um contexto em que o corpo se torna central e onde os professores de Educação Física podem penetrar mais facilmente que outros docentes. Por outro lado, o gosto por comportamentos de risco de alguns jovens actuais pode ser canalizado para actividades na escola ou na cidade, com a coordenação de professores de Educação Física. Estou-me a lembrar de uma escola da província, onde uma jovem professora desta área, em colaboração com a autarquia, conseguiu para a escola uma parede de escalada, passando a existir menos fugas à escola e menos turbulência no pátio.
Por todas estas razões, tenho dificuldade em compreender a possibilidade anunciada de redução da carga horária da disciplina de Educação Física. Para mim fazia pelo contrário, muito mais sentido aumentá-la significativamente. Em culturas juvenis fortemente caracterizadas pelo lazer e pelo culto do corpo, a ginástica é um veículo fundamental para unir os jovens e promover a sua saúde. O desporto escolar não chega porque é só para alguns, para os mais motivados. A Educação Física não deixa ninguém de fora e, se o professor for atento, evita a exclusão e o elitismo. Já repararam como os ‘betos” e os “chungas” se unem num jogo futebol?
Certamente essa diminuição de carga horária não passará de um boato. Até lá, no entanto, é bom dizer: “Professores de Educação Física, uni-vos! Mais aulas de Educação Física “




in Notícias Magazine artigo de Daniel Sampaio

Efeitos fisiológicos do aquecimento - II






Para não correr o risco de um aquecimento excessivo ou inadequado, ele deverá ser individualizado.

NORMAS GERAIS DO AQUECIMENTO

Características fundamentais:

Deve englobar todo o organismo.
Deve ser progressivo em intensidade e deve estar em relação com a capacidade, experiência ou grau de treino do desportista.
A dosificação é individual.
Adaptado a cada modalidade, recursos físicos.
O aquecimento activo deve ser praticado entre 5 a 30 minutos.
O período de repouso entre o aquecimento e o início da actividade não deve ultrapassar os15 minutos.
O aquecimento mantém-se entre um intervalo de 45 a 80 minuto.
O aquecimento passivo, por ser utilizado para manter os efeitos do aquecimento activo.

Nos vários desportos:

Nas várias actividades desportivas, o aquecimento deve seguir um plano lógico que compreende o aquecimento geral, seguido do específico, culminando, sempre que necessário, em aquecimento individual.

Desportos de Força:

Para desportos de força, é necessário um programa de aquecimento adequado às actividades a executar. Deve-se proceder ao aquecimento de grandes grupos musculares, com os mesmos exercícios a realizar na parte principal do treino/competição, mas com cargas reduzidas (pouca intensidade/grande volume).

Desportos de Velocidade e de Força Explosiva:

Para solicitações desportivas que envolvem respostas curtas e máximas, o volume de aquecimento deve ser maior e mais específico.

Concretamente para desportos de velocidade e de força explosiva, deve-se iniciar a sessão de aquecimento com o aquecimento geral, provocando a elevação da temperatura corporal, seguindo-se estiramentos, realizando após movimentos particulares de cada desporto, não alcançando, no entanto, limites máximos de força e velocidade.

Factores adicionais que podem contribuir para a diferença de resultados são os factores endógenos – estado físico actual, a idade, a predisposição mental, as condições individuais e os valores hormonais; e os factores exógenos – a hora do dia, a modalidade desportiva, a temperatura externa, o momento e outros factores externos ao indivíduo.

Menos conclusivas e a carecerem de mais investigações ficam os efeitos de aquecimento activo sobre a resistência anaeróbica e a própria velocidade, e ainda os efeitos das várias formas de aquecimento passivo sobre os diferentes tipos de esforço.

Resulta evidente que, no âmbito do treino e sobretudo na competição, deve atribuir-se uma grande importância a um aquecimento cuidado, que traz muitas vantagens para o atleta, sejam as de carácter fisiológico – ligadas aos processos que conduzem ao aumento da temperatura do corpo – sejam as de foro psicológico, às quais se podem ainda acrescentar os aspectos referentes à prevenção de lesões musculares e tendinosas.

Corre-se apenas o risco do aquecimento ser ou excessivo ou inadequado. Como consequência ele deverá ser bastante individualizado, tanto ao nível da duração como da intensidade, devendo ajustar-se às capacidades da prestação do atleta, à temperatura ambiente e à tarefa que tem de ser realizada.

Em suma, foi nosso propósito apresentar algumas conclusões que podem resumir-se em:

Importância do aquecimento activo na melhoria de algumas funções vitais do organismo, evitando o aparecimento de choques de adaptação, quando da passagem brusca do estado de repouso ao da acção, mais visível na realização de exercícios súbitos de alta intensidade.

Actualmente, existe um maior cuidado para o doseamento do aquecimento. No entanto existem ainda muitos treinadores que continuam a estimular os seus atletas da mesma forma como o faziam à vinte anos atrás, não acompanhando, assim, os inúmeros avanços que a ciência desportiva observou.

De todas estas conclusões, pensamos poder dizer que o fiel da balança prende, indiscutivelmente, para o lado das vantagens do aquecimento desportivo e, por tal, deve continuar a praticar-se, mas cabe-lhe a si a última resposta!


Texto: Prof. José Santos (Técnico Nacional de Juniores)


in: Atletas.Net

Feira de Desportos Radicais e Urbanos






17, 18 e 19 Outubro

Feira de Desportos Radicais e Urbanos
CLASH – Lisbon Extreme Show
Local: Centro Congressos Lisboa - Pavilhão 2
Organização: Clash

SEMANA DO CAVALO EM LISBOA

Lisboa Com Vida a Participar



De 6 a 12 Outubro - Hipismo

SEMANA DO CAVALO EM LISBOA
Local: Hipódromo do Campo Grande
Organização: Sociedade Hípica Portuguesa
Contactos: T. 217 817 410 – 217 938 551

Pega na tua Bike e participa

Lisboa Com Vida todos a participar Dia 12 de Outubro





PASSEIO NCA E ESCOLINHA BICICLETA
Local: Complexo Desportivo S. Joao de Brito
Hora: 8H30
Organização: Núcleo Cicloturista Alvalade
Contactos:
Tm. 919 659 528 | F. 218 461 275


9º PASSEIO DE CICLOTURIMO
Partida: Avenida Pedro Alvares Cabral
Hora: 9H30
Organização: Grupo Cicloturismo Campo Ourique / Junta Freguesia de Santa Isabel
Contactos: T. 213 904 748 | F. 213 961 111

Lisboa Com Vida todos a participar

Lisboa Com Vida todos a participar





A CML- Desporto em parceria com o Lisboa Ginásio Clube, realizará no mês de Outubro, aos domingos, na Alameda Dom Afonso Henriques, o Lisboa Com Vida, em que decorrerão diversas acções de Animação Gímnica abertas à participação de todos.

Dias: 4 – 12 – 18 Outubro
Local: Alameda Dom Afonso Henriques – junto ao Parque Infantil
Horário
10h00/11h00 – “BRINCAR À GINÁSTICA”
Espaço destinado a todas as crianças que pretendam experimentar actividades relacionadas com a Ginástica.
11h00/11h30 – CLASSES E GINASTAS DO LISBOA GINÁSIO CLUBE - Demonstração
11h30/12h00 – MASTER CLASSE

Aulas aberta para todas as idades

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Programa Fica em Forma



O programa de treino "Fica em Forma" é um programa de 6 semanas desenvolvido para te ajudar a preparar o teu teste de aptidão física.

As recomendações são as seguintes:

– Participa pelo menos três vezes por semana durante seis semanas;

– Completa o diário de exercício e devolve-o ao teu professor;

– Com a permissão do teu professor podes fazer alguns dos exercícios durante a tua aula de Educação Física;

– Selecciona exercícios do anexo, ou faz as tuas actividades preferidas das aulas de Educação Física;

– Assinala com uma marca, na caixa correspondente a cada dia que fizeste exercício. A tua sessão de exercícios deve incluir: aquecimento, exercícios de força, exercício aeróbio e retorno à calma.

Aquecimento – No início da sessão de treino faz pelos menos três exercícios de aquecimento. Primeiro movimenta-te lentamente, aumentando gradualmente a velocidade. Quando fizeres um alongamento, mantém a posição (conta até 10) e não faças insistências. Não te esqueças de fazer exercícios para os braços, as pernas e o tronco.

Exercícios de força – Faz pelo menos três exercícios de força. Em cada exercício faz o maior número de repetições que sejas capaz até um máximo de 20.

Exercício aeróbio – Começa por fazer a actividade que escolheste durante 2 a 5 minutos e gradualmente vai aumentando o tempo até 25 a 30 minutos.

Retorno à calma – Faz três dos teus exercícios favoritos. Não te esqueças de fazer um exercício para cada parte do teu corpo (braços, pernas e tronco).


Manual de Aplicação de Testes FITNESSGRAM®, Segunda Edição



Actividades do Desporto Escolar



O novo ano lectivo começou e com ele a reabertura dos Grupos - Equipas de Voleibol e Ténis.

O Grupo de Ténis funciona às 2ª e 5ª Feiras, das 13h45min às 14h30min e está aberto a todos os escalões e géneros. A responsável continua a ser a Profª Isabel Martins.

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O Voleibol irá funcionar com 2 grupos equipas - Juvenis e Juniores Femininos, à semelhança dos anos anteriores.
Os treinos serão dirigidos pela Profª Amélia Matos e decorrerão às 2ª e 3ª feiras das 17h às 18h30min e às 6ª feiras das 13h45min às 14h30m.

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As INSCRIÇÕES estão abertas, fala com o teu professor de Educação Física, com os professores responsáveis pelos grupos/equipas ou com a Coordenadora do Desporto Escolar Profª Odete Cabral


Está atento ao blogue que mais novidades irão surgindo por aqui.

Efeitos fisiológicos do aquecimento – I






As vantagens que se tiram do aquecimento, são divergentes consoante o fim a que se destina.







TIPOS DE DESPORTOS

Após uma breve análise dos mecanismos fisiológicos que condicionarão a performance desportiva, contextualizam-se diversas posições sobre os efeitos do aquecimento em diferentes estruturas do organismo, sejam eles mediados por mecanismos fisiológicos, psicológicos ou mentais. Dado ser um tema envolto em divergências, têm-se por base numerosos trabalhos experimentais que permitem fundamentos aos investigadores. Por todos estes condicionalismos, rapidamente se conclui que os efeitos do aquecimento, sob a forma de vantagem, isto é, o partido que se tira do aquecimento, são divergentes consoante o fim a que se destina.

Desportos aeróbicos:

O aumento da temperatura parece não favorecer a resistência aeróbica.

A adaptação dos sistemas às exigências adicionais impostas ao organismo por um esforço é mais facilmente alcançado quando na presença de um prévio aquecimento.

Desportos anaeróbicos:

Não existe concordância quanto aos benefícios do aquecimento em prestações que envolvam velocidades. Assim, alguns estudos desencadearam opiniões sobre a existência de um efeito benéfico, opondo-se outro em que os investigadores não verificam melhorias da velocidade com a utilização de vários tipos de aquecimento.

Desportos de força e potência muscular:

O recurso a aquecimento activo, beneficia o desempenho em termos de força.

No que se refere à potência muscular, os estudos efectuados levam a concluir melhorias nas prestações que envolvem o uso de potência.

Exercícios súbitos de alta intensidade:

O aquecimento promoverá uma pressão sanguínea adequada e uma adaptação hormonal, no início, do exercício de carácter vigoroso e súbito.

Coordenação neuromuscular:

O aquecimento, principalmente o aquecimento específico apura a coordenação e a habilidade necessárias aos desportos que exigem movimentos precisos.

Factores endógenos e exógenos:

Diversos factores sobre os quais não se pode agir de forma a modificá-los, influenciam os resultados de um programa de aquecimento (treino/competição).

Assim, sem estar só dependente do fim a que se destina, o aquecimento deve respeitar factores tão diversos como a idade do desportista e a hora do dia em que está a efectuar o aquecimento.

Prevenção de lesões:

O aquecimento é visto por muitos autores como efectivamente útil na prevenção de danos que poderão surgir durante as solicitações físicas em esforços.

Reforçando esta ideia, a constatação de que os músculos não directamente ligados com o exercício (antagonistas), normalmente sem aquecimento, estão mais sujeitos a lesões graves.




in: Atletas.net

Texto: Prof. José Santos (Técnico Nacional de Juniores)
Foto: Atletas.net

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Há surfista na Vergílio Ferreira



Faço bodyboard, porque...
Desde sempre, o mar me fascina e o bodyboard surgiu inicialmente como uma "brincadeira de verão".
Com o passar do tempo, foi assumindo um papel cada vez mais importante na minha maneira de ser,na forma como encaro a vida, o mundo e, actualmente, sou o que sou, muito por causa daquilo que já passei como bodyboarder. Apesar de entrar no circuito nacional esperanças, os meus objectivos como bodyboarder não passam por ser um campeão, mas sim por viajar pelo mundo fora, surfar novas ondas,conhecer novos povos, culturas, fazer novos amigos e,acima de tudo, divertir-me, tanto dentro como fora
de água.
Considero o bodyboard como um estilo de vida e, para mim, é como uma terapia de todo o "stress" que passamos na nossa vida urbana, pois enquanto estou a surfar, abstraio-me por completo de tudo o que me rodeia e fico ali, eu e as ondas, em plena sintonia e coordenação, num ambiente indescritível. Somente quem lá está é que consegue perceber realmente o verdadeiro sentimento de bem-estar e satisfação que
o mar nos proporciona.
Fica desde já o meu convite a experimentarem, pois tenho a certeza de que, assim que "entenderem" o bodyboard, que não vão querer outra coisa.
Francisco Constantino

Entrevista a Miguel Fragoso

  • O que te leva a praticar surf?

Primeiro faço Bodyboard e não surf, depois faço-o,porque, para além de ter sido o melhor desporto que pratiquei até agora e o único de que ainda não desisti, funciona como uma espécie de terapia entrar na água, de preferência com boas ondas,independentemente do clima. Alivia-me o stress todo, acabando por ser um vício saudável. E tranquiliza-me tanto que até pareço outra pessoa quando saio da água. Também é da maneira que aproveito melhor os dias, indo para a praia

  • Como é que tudo começou ?
Quando tinha sete anos já fazia com pranchas de esferovite, no Algarve, ainda por cima, como muita gente já deve ter experimentado, também costumava ir com o meu primo ver o campeonato do mundo de bodyboard na Praia Grande, até que aproveitei a oferta de uma prancha como presente aos onze ou doze anos e ,desde aí, nunca mais parei.

  • Qual é o fascínio deste desporto?
É tão fascinante que é difícil perceberem. Quem não passa por isto, não imagina a sensação que é acordar às sete da manhã, com um frio de rachar, vestir o fato e ver altas ondas só para nós, já que é Inverno e são poucos os que se atrevem a fazer isso, e acompanhar o nascer do dia. É de referir que, se tiveres um bom fato, não passas assim tanto frio. E o melhor de tudo é que o bodyboard acaba por nos levar a viajar para ir à procura das melhores ondas, acabando por passares uns dias fora a surfar com os amigos sem preocupações.

  • Que praias preferes?
Preferir, prefiro a Ericeira porque para alem de ter pouca gente a surfar e boas ondas com fundo de rocha, as praias são lindas e a água é limpa, o que infelizmente é difícil de encontrar hoje em dia. Estar a surfar no meio daquele ambiente é inexplicável. Mas, infelizmente, não tenho facilidade em ir à Ericeira, por isso fico-me pelo Guincho, Carcavelos e Praia Grande, onde dão também umas ondas!

  • Costumas ir acompanhado?
Tento sempre arranjar alguém do grupo para vir comigo e, se tiver que ir sozinho, vou!
Mas quando estão lá todos, somos à volta de cinco, é sempre grande risada! E voltamos sempre com histórias para contar.
  • Já viveste situações perigosas?
Pode dizer-se que sim… quando, por exemplo, quebrou um” set” com três metros à minha frente na Nazaré, que parecia um prédio. Fiquei sem “shop” mas safei-me. Também já fui umas vezes com o corpo ao calhau, mas nada de grave, apenas uns cortes e umas nódoas negras. Uns sustos com as correntes…

  • É muito caro fazer este desporto?
Hoje em dia, os preços andam muito competitivos. Pode-se arranjar um bom equipamento (prancha, pés de pato, fato) por 150 euros. Se quiseres uma coisa mais a sério, gastas uns 250 euros. Vale mais a pena que o surf!

  • Que conselhos darias aos futuros surfistas?
Apesar do meu conselho ser para se mandarem para as ondas mais pesadas e voarem tanto quanto possível, respeitem o mar porque este é traiçoeiro. Falo por experiência própria. Mas vão ver que não se arrependem e vai passar a ser um vício saudável, juntando o útil ao agradável.

por Carolina Russinho

Fonte:Revista Opsis

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Posso conseguir mínimo olímpico...



Ainda não foi desta que Fernanda Ribeiro garantiu o “passaporte” para os Jogos Olímpicos de Pequim. Correu os 10.000 metros em 32.07,54, mais sete segundos e meio (sensivelmente) que o mínimo B da Federação Portuguesa de Atletismo. Mas, no final, a atleta foi peremptória: “Só atiro a toalha ao chão no último dia”. Até lá, as oportunidades não são muitas. No dia 12, em Vigo, disputará o Campeonato de Espanha.

O que falhou na noite de sábado? João Campos havia anunciado um andamento para 31.30 (o mínimo A é de 31.40), para precaver qualquer quebra, o que daria 3.09 por quilómetro. No entanto, depois de um quilómetro inicial em 3.07 e de um segundo em 3.09, o andamento fixou-se nos 3.12. E quando as “lebres” começaram a ceder – nomeadamente uma muito nervosa Jessica Augusto, de quem se esperaria mais tempo de ajuda a Fernanda (tem valor para fazer o mínimo) –, o andamento quebrou: 3.14 no 7.º km, 3.16 no 8.º, 3.21 no 9.º. Os derradeiros 1.000 metros foram cobertos por uma já há muito isolada Fernanda Ribeiro em 3.12,54.

Reebok Urban Fitness

Actividades de Animação dos Espaços Públicos


A CML-Desporto e o Holmes Place em regime de parceria, no âmbito do Projecto Lisboa ConVida, promovem nos dias 12, 19 e 26 de Julho, entre as 10h00/11h30, no Jardim Vieira Portuense- Belém e no Pavilhão de Portugal (Pala Siza Vieira), actividades de dinamização físicas e desportivas para o público em geral.

Actividades de Step: Body Balance e Body Jam que serão de relaxamento, de postura, equilíbrio, com ênfase no divertimento, com fusão entre o Hip Hop, Funk e a música latina.

Actividade física que tem como intenção e significado, colher benefícios para a saúde; procurando aumentar a sua energia, melhorar a sua disposição, reduzir o risco de doenças cardíacas, ajudar no controlo do peso, reduzir o risco de diabetes, fortalecer os músculos e ossos, aumentar a auto-estima, reduzir a solidão e aumentar as relações familiares.

Connosco Venha Praticar Actividade Física e Desportiva pela sua Saúde.
O Sedentarismo é nosso inimigo!

domingo, 22 de junho de 2008

O peso da corrida



A corrida é muito provavelmente a forma mais eficaz de se perder peso de uma forma saudável, mas não significa que seja uma fórmula mágica e imediata. Na verdade, em alguns casos, nos primeiros tempos, poderão inclusive ganhar algumas gramas a mais, uma vez que o nosso metabolismo tem tendência a converter a gordura em excesso em tecido muscular, que é mais denso e mais pesado que a gordura em si. Mas vale a pena o esforço e um programa de corrida regular acaba por ter resultados visíveis e duradouros.

Um ser humano, sem hábitos desportivos regulares, consome 2000 a 2500 calorias por dia. Se pensarmos que a prática da corrida, mais do que qualquer outra actividade desportiva regular, pode representar um consumo calórico de cerca de 60 calorias por cada quilómetro percorrido, ao fim de 10 quilómetros consumimos cerca de 600 calorias, o que acaba por ter um "peso" considerável nas intenções de quem quer ficar com um peso saudável. Fale com o seu médico e se não houver nenhum impedimento, comece por correr 30 a 40 kms por semana, o que pode representar quatro sessões de corrida semanais.

Corra muito, mas devagar

É um erro pensar-se que correr muito rápido ajuda a perder peso. Na verdade a forma mais correcta de o fazer é correr longas distâncias sem que isso represente um sacrifício físico. Um exemplo prático é procurar fazer duas sessões de treino por semana com uma duração de 90 minutos cada, pois um exercício tão prolongado vai exigir do organismo um maior consumo da energia acumulada na gordura, em vez do consumo de hidratos de carbono. No entanto esse patamar de treino só deverá ser atingido com dois meses de treino regular, pelo que é importante habituar o organismo ao esforço, sendo as primeiras quatro semanas fundamentais nessa adaptação. Respeitar esta máxima traz evidentes benefícios, não só ao nível cardiovascular, como também muscular, uma vez que o entusiasmo em excesso pode levar ao aparecimento de fortes dores musculares e de lesões, o que em muitos casos representa desmotivação e abandono. Por isso não tenha problemas em fazer o seu treino ao seu ritmo, nem que para isso tenha de alternar a corrida lenta com a marcha. Com um bom planeamento decerto que não terá dificuldades em encontrar tempo para os seus treinos.

Truques e dicas

No final de cada treino de corrida contínua é aconselhável que faça alguns exercícios de ginástica, em especial alongamentos dos músculos dos membros inferiores. Nos treinos de duração mais longa (acima dos 50 minutos) poderá fazer seis acelerações de cerca de 80 metros, de preferência num piso macio (relva ou outro). Comece por aumentar gradualmente o ritmo da passada e ao fim de dez segundos desacelere até ao fim dos 80 metros. Regresse ao ponto de partida a trote e repita de novo até completar as seis acelerações. Este exercício, efectuado depois da corrida contínua de longa duração, vai aumentar consideravelmente o desgaste calórico. Se cumprir com o seu plano, vai ver que se vai sentir melhor. Ninguém disse que iria ser fácil, mas com determinação você vai provar a si próprio que é capaz. E isso é já uma grande vitória.



Fonte:Atletas.Net

O que é a velocidade?



Como é medida e que efeitos tem sobre o organismo.


A velocidade pode ser definida como a capacidade de realizar os mesmos movimentos em menores intervalos de tempo. Em Física a medida da velocidade é o quociente do espaço percorrido pelo intervalo de tempo gasto no percurso.
Um estudo mais aprofundado mostra que, na maioria das modalidades desportivas, os resultados são obtidos por meio da aceleração imprimida ao corpo do atleta. O que significa que a velocidade é constantemente aumentada de intervalo de tempo. A aceleração é obtida por coordenação da actuação e da força de vários grupos musculares, de modo a imprimir ao atleta ou ao corpo em questão, um certo aumento de velocidade máxima e de durabilidade de velocidade.

A velocidade das contracções musculares depende da estrutura das fibras musculares e da alternância de estímulos do sistema nervoso de cada atleta. No caso, quanto melhor for a coordenação dos movimentos mais rapidamente alternarão no sistema nervoso as excitações e inibições, sendo desta forma proporcional o aumento da rapidez de movimentos efectuados.



Esta alternância de contracções e descontracções musculares tem influência directa na duração dos movimentos de carácter cíclico (corridas de velocidade). Só os indivíduos que tenham músculos dotados de boas capacidades de adaptação podem trabalhar longos períodos em condições máximas, na medida em que a descontracção muscular estimula a circulação sanguínea o que facilita a recuperação dos atletas. A musculatura adapta-se ao treino de velocidade aumentando as reservas de glicogénio e de fosfato de creatina. Estas substancias por sua vez são factores importantes dos processos metabólicos que capacitam os músculos a trabalhar durante um longo período de tempo sem receberem novos fornecimentos.

O período de aquecimento antes do treino ou de uma competição contribui para melhorar o ritmo das contracções musculares. Um aquecimento bem feito intensifica o fluxo sanguíneo e acelera os processos metabólicos. Desta forma se explica o motivo pela qual se conseguem obter melhores resultados nas provas de velocidade, em climas temperados ou tropicais, do que em climas frios.


Fonte:Atletas.Net

Selecção masculina lidera Taça da Europa



Três primeiros lugares e três segundos permitiram a Portugal assumir a liderança da classificação geral masculina, no final da primeira jornada do Grupo A da 1ª. Liga da Taça da Europa de atletismo, que decorre em Leiria.

O primeiro dia de competição correu bastante bem a Portugal, que obteve três primeiros lugares, através de Francis Obikwelu (100 metros), Nélson Évora (comprimento) e da estafeta de 4x100 metros.

Além dos triunfos, Portugal somou ainda bastantes pontos através dos segundos lugares de Edivaldo Monteiro (400 metros barreiras), Rui Pedro Silva (5.000 metros) e do terceiro de Marco Fortes (lançamento do peso).

Com um dia de provas pela frente, Portugal lidera em masculinos, com 61 pontos, mais 3 que a República Checa e 9 a mais que Holanda, as selecções mais próximas.

Em femininos, Portugal está a 10 pontos de Espanha, que lidera a classificação, e a 3 da República Checa.

Individualmente, as portuguesas somaram quatro segundos lugares: Helena Tavares (salto com vara), Jessica Augusto (3.000 metros), Sara Moreira (3.000 obstáculos) e Sílvia Cruz (lançamento do dardo).

Sílvia Cruz destacou-se ainda pelo novo recorde de Portugal, 59,76 metros, mais 2 centímetros que anterior melhor marca, que já era sua.

Maria do Carmo Tavares também chegou ao pódio, com um terceiro lugar nos 800 metros.

O Grupo A da 1ª. Liga da Taça da Europa de Atletismo prossegue domingo com a realização da segunda jornada. No Estádio Municipal de Leiria, as provas têm início às 14:30 horas.


Fonte:Atletas.Net

Clube de Ténis - 1º Encontro Pais & Filhos

Encerrámos o ano lectivo com o “1º Encontro Pais-Filhos”nos campos de ténis do Estádio Universitário, no abrasador sábado de 7 de Junho. Apesar disso, não faltou a boa disposição e, num clima de fair-play e amizade apurámos os vencedores! Uma certeza ficou: “Para o ano há mais!”

Até lá… boas férias e boas práticas!


Resultados Pares

1º - “Os Collaço”

2º - “ Os Barbosa”

3º - “ Os Sadrudin”

Resultados Singulares

1º Salvador Collaço

2º Tomás Collaço

3º Karim Sadrudin






Publicado por: Profª Isabel Martins